OS BRASILEIROS CORTARAM A CORRENTE AXADREZADA
Intervalo 2-2
Jogo no Pavilhão Municipal de Vizela
Árbitros: Mário Silva e Paulo Órfão da A. F. Viana do Castelo
Constituição das equipas:
FUNDAÇÃO
V. HUGO, GABRIEL, MARINHO, FÁBIO AGUIAR E CÔCO
Jogaram ainda:
MIDE, COELHO, DIVANEI, FÁBIO RIBEIRO, MELÃO E TIAGO
BOAVISTA FC
ALEX, FERREIRA, LIBÓRIO, ROGÉRIO e EDIVALDO
Jogaram ainda:
KUKES, RAMADA, TEIXEIRA e FÀBIO
DISCIPLINA:
Amarelos:
BOAVISTA
kukes (15)
FUNDAÇÃO
Gabriel (3)
MARCADORES: 1-0 Divanei (11), 1-1 Teixeira (15), 1-2 Edivaldo (18), 2-2 Fábio Aguiar (20), 2-3 Libório (21) 3-3 Gabriel, (24) Fábio Aguiar, (34) e Divanei (38)
Comentário:
É por demais conhecida (por todos os conhecedores da realidade do Futsal nacional) a diferença existente entre seis equipas profissionais e as restantes concorrentes ao campeonato, pensamos mesmo que os nossos leitores mais atentos (o nosso Caro Anónimo Kim, incluído) disso terão noção.
Quando equipas como o Boavista defrontam equipas dessa “parte” da tabela, poucas hipóteses terão de conseguir pontuar, o que não invalida que sempre tentem alcançar tal desiderato.
Foi exactamente o que se passou no jogo com a equipa Vizelenses. O Boavista organizado para aguentar os primeiros impulsos ofensivos adversários e tentar a saída em contra ataques, foi táctica que não surpreendeu ninguém e obrigou os locais a utilizarem os remates de meia distância, já que o Boavista não lhes permitia jogada nos dez metros.
Foi num desses remates, que Divanei abriria o activo na passagem dos dez minutos. Não se perturbou o Boavista e quatro minutos depois já com o jogo mais equilibrado empatava, para três minutos após conseguir virar o marcador.
O intervalo estava próximo e levar esse resultado para o descanso seria fulcral. Tal não aconteceu, pois na tentativa de evitar a saída de uma bola pela lateral, os axadrezados acabaram por oferecer o empate ao adversário.
O segundo tempo começou bem para o Boavista, pois num contra ataque alcançaria nova vantagem, que duraria três minutos porque Gabriel empatava de meia distância.
Foi o tempo de tocar a rebate. A Fundação lançava em campo uma equipa totalmente brasileira (só possível, porque os políticos Europeus perderam a noção do nacionalismo, pelo menos desportivamente). Era a fase em que o valor económico se assume e quem tem mais valias acaba por impor essas vantagens.
Resistiu o Boavista enquanto pode, mas sem conseguir realizar um jogo ofensivo capaz de perturbar a Fundação, viu-se obrigado a recuar no terreno e correr riscos. Num lance tantas vezes ensaiado e numa falha de marcação (perfeitamente lógica, pelo cansaço) a Fundação ganhava vantagem num golo ao segundo poste. Quatro minutos depois, Divanei fechava a contagem com novo golo de meia distância.
O Boavista tentou jogar com guarda-redes adiantado mas o maior traquejo dos adversários evitou qualquer surpresa.
Vencedor justo, com números exagerados, numa boa prestação do Boavista, tentado o quuase impossível, que é alterar este Futsal nacional.
Arbitragem calma, num jogo calmo e disciplinado.
As próximas jornadas já serão do campeonato “normal” e para elas é que o Boavista terá que estar virado.
Comentário:
Hugo Monteiro
O MINUTO DO JOGO
Minuto 34
É o momento em que livre de qualquer marcação e encostado ao poste, Fábio Aguiar é servido em perfeitas condições e empurra calmamente a bola para o fundo da baliza do Boavista, marca aí a reviravolta final do jogo.
FIGURA DO JOGO
DIVANEI
Pelo que rematou, pela constante ameaça que foi para os axadrezados e pelos dois pequenos pormenores, de marcar dois golos, o primeiro e o último.